Oi, lembra dos tempos de criança? Lembra como era bom sonhar com os contos de fada! Qual o seu conto predileto? Você já sonhou em encontrar um príncipe encantado?

Ah… vc ainda sonha? Mas parece que agora está mais difícil?

Sapatinhos de cristal

 

Hummm… Estive pensando, e resolvi mudar esta história. Usei minha imaginação e conhecimento e encontrei um novo final feliz para mim, para a Cinderala e para você, se quiser, é claro!

Quem nunca sonhou em ser aquela linda mulher num baile de gala, prestes a conhecer o seu príncipe encantado?

Lembra… ela era uma bela moça que perdeu cedo demais sua mãe  e mais tarde, perdeu também o seu pai. Ah… que família que sobrou?! Uma madrasta e duas irmãs postiças e más.

Pobre menina rica!

Logo após a morte do pai, seus lindos vestidos se transformaram em trapos. E quem outrora foi servida, agora era quem servia. Sem salário, sem respeito, sem dignidade. As belas canções que entoava se transformou na boca que cala diante de tantas humilhações.

Mas, ainda assim, ela não perdeu o belo sorriso e a esperança do coração. Acreditava que algum dia, alguém reconheceria seu esforço e a ajudaria sair daquela situação! Talvez um milagre pudesse acontecer….

Bem, você sabe como continua esta história. Esta história que embalou meus sonhos infantis e que marca um tempo em que da mulher foi roubado todo o seu poder. Naquela época, ela não podia nem mesmo fazer algo para si. Não podia trabalhar para se sustentar, não podia se pintar nem realçar sua beleza. Qualquer ação era considerada subversiva. Ela podia… e devia  sim, servir ao masculino e à família, só isto. Ser submissa, frágil e passiva, ponto.

Então, a gata borralheira daquela época poderia apenas esperar o princípe, ou no máximo ser levada até ele como num passe de mágica. Nem pensar em se fazer ou muito menos se reconhecer bela e com valor. O jeito era rezar e torcer para que alguma boa alma reconhecesse  isto.

Mas a Cinderela dos tempos da internet, apesar da boca sempre calada, manteve a mente sempre aberta. E por isto esta história pode tomar novos rumos .Ela constatou, a duras penas que não existe fada madrinha. Mas descobriu um poder muito maior… aquele dentro dela mesma. É… mas toma-lo para si, não foi fácil.

Como ela fez isto? ahhh, é claro! A Cinderela também tem seus segredos e … quem sabe eu conto no final desta história.

Então, vamos continuar…

Um dia, diante do reflexo maltrapilho do espelho, Cinderela viu algo que nunca tinha notado. Que enquanto ela era gata borralheira, um grande diamante bruto estava sendo lapidado, dia a dia. Diante de si mesma, ela reconheceu  uma mulher forte, capaz de fazer por si e pelos outros, com grande talento de agregar valor a todos ao seu redor. Uma mulher capaz de superar adversidades e apesar dos solavancos da vida se manter de pé. Uma mulher resiliente, que consegue revelar sorrisos onde para muitos só haveriam lágrimas e desânimo. Uma mulher que manteve a doçura, a ternura e o encanto de amar.

Enfim, uma mulher que percebeu que não dependia do outro, para dizer a si mesma:

EU TENHO VALOR!

Então, diante da oportunidade de encontrar o príncipe da sua vida, não pensou duas vezes em manifestar o poder que acabará de reconhecer. Sabia que não adiantaria ficar ali parada, esperando o milagre acontecer! Se libertou dos velhos pudores e não mais se condenou por tomar para si, as rédeas da própria vida. Sem culpa, passou logo para a ação que só uma mulher poderosa poderia tomar.

Separou um belo e esquecido vestido do armário da irmã mais magra, usou todo o seu talento e criatividade e o transformou num modelo exclusivo de parar o trânsito. Ela programou cada detalhe milimetricamente, para que tudo fosse perfeito no dia do baile.  Então, no grande dia, agiu como de costume, para não levantar suspeitas. Esperou sua madrasta e as irmãs saírem para o baile e partiu para a ação.

Depois de colocar o belo vestido e realçar seu lindo decote, fez uma maquiagem que destacou, com leveza e muita sensualidade, sua natural beleza. Chamou o taxi, com o dinheiro esquecido pelas irmãs no meio da casa, e …  como previsto, foi a última a chegar no baile.

Ela sabia, que o príncipe estaria entediado com tantas pretendentes. Ela precisava chamar a atenção. Então, sendo a última a chegar, ao descer a longa escadaria com pose de rainha, naturalmente, todos os olhares se voltaram para ela. Mas ela mirou…  seu doce olhar … para um jovem sem graça e desconhecido. O príncipe, ferido em seu ego pelo fato da mais bela da festa não reconhecer sua majestade, foi rapidamente ao seu encontro para tirá-la para dançar.

Que bela dama! Disse ele!

Que moço de bom gosto é você! Rssss..  Ela respondeu graciosamente!

Diante do humor doce e provocador da bela, ele se sentiu perturbado e determinado a provar para ela todo o seu valor. E depois de contar suas aventuras e qualidades para impressionar e de se derreter em elogios… (que nunca eram retribuídos…é claro!)  tentou saber algo mais daquela desconhecida… que com um jeito leve e que até parecia meio desligado… mudava de assunto… deixando-o  perdido numa nuvem de fumaça doce,  misteriosa e encantadora!

Quando o relógio já chegava a meia noite e o príncipe como que enfeitiçado, tentou roubar-lhe um beijo, ela saiu depressa e sem explicações,  deixando-o  para trás…

Ah você já sabe o que aconteceu, né!

Bem, acho que não…  o final não é bem assim como você está pensando!

Pois… depois daquele momento (com príncipe ou sem príncipe) nada nem ninguém mais,  poderia dar mais valor àquela mulher do que ela mesma, que tomou para si o que sempre fora dela, e por isto, o fim da história mudou … só um pouquinho:

Então…

… ele ficou, para sempre, apaixonado pelos encantos dela!

 

Ah… já sei, você quer saber os segredos da Cinderela… está bem, vou dizer…

Um deles, você já deve ter percebido… claro… ela usou técnicas de sedução que aprendeu num curso da internet, rsss… Mas para que ela conseguisse, realmente, aplicar tudo o que aprendeu com segurança, vencendo a ansiedade, ciente do seu PODER e do seu VALOR, ela precisou bem mais que isto.

Não basta dizer EU TENHO VALOR, da boca para fora. Não é só isto!

Para fazer isto é preciso ir fundo na  alma. Ter coragem de olhar para a própria história e da família, superar  as perdas e tristezas.

Às vezes, a gente se sente presa, mesmo que aparentemente não haja amarras. Mas elas estão lá, nos bloqueando com nós bem  apertados. Aprendemos a ser mulher com nossa mãe e como é um homem com o nosso pai. Eles foram nosso primeiro modelo de relacionamento. E muitas vezes, é justamente neste ponto inicial que estão nossas amarras. Nos próximos posts, você entenderá como estas dinâmicas se desenrolam e podem tirar sua força e também como é possível transformar nós em laços com a Constelação Familiar.

Continuamos no próximo post…
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Um carinhoso abraço.
Lara Silva