Nossa nova colunista, Dianna Schmeiske se apresenta e a partir desta semana teremos sua participação quinzenal no nosso site. Bem-vinda!

Olhos grandes, alma viajante. Instrutora de meditação e cantora de chuveiro. Gosto do caminho,  acampei no Saara, sentei na calçada para ouvir histórias do mendigo irlandês, e quase sem dinheiro me perdi pela Grécia.  Tenho apreço especial por músicos de calçada, eles são essenciais, trabalhadores da leveza. Olhe para eles.

Psicóloga há dez anos, caminhando por vielas mentais e suas variações fascinantes. Entre eles, esquizofrênicos, crianças, mulheres tristes e doutores de si. E em todos eles, sem me excluir do pacote, algo reverberou em comum: O peso dos ombros. Fato esse, que nos faz caminhar difícil e pausadamente. Sem fluidez.

Um senso de missão acertou o coração com força e cá estou pela leveza.  Carregamos um amontoado invisível de coisas. O objetivo é convidá-lo a ser verdadeiro e espontâneo. A ver, olhar de perto.

Assim como o músico de calçada, sem aplauso e anônimo, dedilhando o violão no caos urbano, a leveza gentilmente te chama. Ao tornar-te leve, sentes mais disposição no caminho. Caso pare um pouquinho para ver e ouvir o  som, a leveza seguirá contigo.

O caminho agradece.

Namastê,

Dianna Schmeiske.