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Nossa estada em Piracaia foi incrível! Ficamos hospedados bem próximos de onde nosso futuro lar será construído e a cada dia vivemos emoções intensas e bem distintas.

Além de avançarmos com o projeto da casa, tivemos tempo de sentir a energia do lugar, onde fizemos uma lenta leitura da paisagem natural presente. Na verdade, as variações climáticas e as chuvas nos fizeram observar melhor onde plantaremos nossos alimentos e recursos.

Sinto que demos mais um passo importante nesta fase inicial de materialização do projeto da casa. Agora sem tanta ansiedade e mais com o pé no chão.

Conhecemos o novo projeto proposto pala arquiteta Gelissa Cezarini, sem nenhuma intervenção ou influência da nossa parte. Apenas deixamos ela demostrar sua criação sem nos limitarmos ao que antes tínhamos esboçado. Estávamos abertas ao novo.

Nós nos surpreendemos positivamente com a casa que Gelissa criou. Saímos dos ângulos mais retos e chegamos a formas mais arredondadas e orgânicas. Ela captou e aplicou na nova planta exatamente o conceito da casa que queremos morar e com tudo o que ela representa em nossas vidas. Sua sensibilidade nos deixou felizes e satisfeitas, pois nossas necessidades foram respeitadas e muito bem atendidas.

Projeto mais orgânico

Retornamos ao Rio com a planta baixa da casa praticamente definida em nossos corações. Já nos vimos inseridas nos ambientes, percorrendo cada cômodo, como se estivéssemos vivendo a nossa nova rotina, abrindo armários e janelas.

Sabemos que ainda falta ajustarmos o projeto da fachada e dos telhados, mas estamos evoluindo bem.

Sinto que essa fase de “gestação” do projeto com a arquiteta é muito importante, talvez por isso seja tão trabalhosa e complexa, pois é quando damos corpo ao sonho.

Esse é o momento em que alinhamos nossos conceitos, necessidades e valores com o que a casa significa para nós com coerência.

Após essa etapa de lapidação com a arquiteta, poderemos fazer a apresentação do projeto final para quem na prática irá construir a casa: Ângelo, o bioconstrutor que conhece a técnica construtiva que será usada, o hiperadobe.

A partir do que for definido, teremos uma PLANTA DA CASA OFICIAL, poderemos avançar em nosso planejamento com maior detalhamento, criando cronogramas e definindo ações com mais transparência e segurança.

A planta da casa é como se fosse um mapa que norteará a todos os que estarão trabalhando na construção a partir da clareza do OBJETIVO A SER ALCANÇADO.

Não somos da área de construção, embora estejamos pesquisando, vivenciando e aprendendo muito com algumas práticas na área de bioconstrução e arquitetura sustentável. Nós nos abastecemos dos assuntos que achamos minimamente necessários para fazermos escolhas mais conscientes.

Justamente por não sermos construtores, decidimos delegar aos profissionais da área, Gelissa e Ângelo, a missão de liderar os colaboradores que irão construir a nossa casa, que representa o início da realização do sonho de ter uma vida serena e de qualidade.

Meu papel é ser clara na comunicação e fazer o acompanhamento contínuo ao longo desse processo construtivo até que a casa esteja concluída.

Ter os colaboradores alinhados aos valores e conceitos do projeto de bioconstrução, olhando na mesma direção e avançando rumo ao objetivo maior, é o que me move.

Participei recentemente do SILABAS, o Simpósio Latino Americano de Bioarquitetura e Sustentabilidade, onde conheci algumas pessoas que estão na mesma busca que nós, que desejam ter uma vida mais simples, reconectando-se com suas necessidades essenciais e próximos da natureza.

Vários experts e profissionais da área de construção, graduados ou não, estavam presentes reconhecendo o valor e a importância das técnicas de construção vernaculizares/bioconstrutivas, com casas mais saudáveis e confortáveis, por serem feitas com terra e materiais naturais abundantes no local onde foram elevadas.  Além disso, ficou clara a intenção de integrar os saberes práticos aos estudos acadêmicos, design, novas tecnologias nas construções, para a otimização de uso dos recursos vitais para a vida, tais como água, saneamento e energia nas construções, sejam elas no campo ou na cidade.

O melhor do simpósio foi me situar, entender e sentir que estamos fazendo a coisa certa usando a bioarquitetura como ferramenta e a bioconstrução como estratégia para construir o nosso lar doce lar!

Assim vamos nós, planejando com calma os espaços e ambientes da nossa casa, sem abrir mão das vantagens que as técnicas de bioconstrução oferecem, o que nos motiva a fugir da construção convencional, mas sem radicalismo e com bom senso.

Não poderia deixar de mencionar e agradecer aos amigos e familiares, que estão nos ajudando tecnicamente, emocionalmente e pedagogicamente neste momento de transição tão importante de nossas vidas! GRATIDÃO pelo carinho e apoio!

Há alguns dias, fomos visitar a parede de hiperadobe que ajudamos a construir em outubro (conforme o video do mês anterior), numa atividade no projeto Muriqui-Assu, em Niterói- RJ. Foi tão bom, depois de um mês com muitos progressos em nossa jornada de projetos da casa, poder ver algo edificado na prática, ao alcance dos olhos e das mãos!

Essas são as novidades por enquanto!

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