insomnia

Neste artigo mostraremos como você será capaz de suspender, em até 8 semanas, o uso de calmantes para dormir. Leia com atenção até o final.

A dependência de benzodiazepínicos, “calmantes” utilizados para indução do sono e para “tranquilizar” pessoas em momentos de ansiedade é uma realidade aterradora no Brasil e no mundo. Estima-se que 50 milhões de pessoas façam uso diário de benzodiazepínicos. A maior prevalência encontra-se entre as mulheres acima de 50 anos, com problemas médicos e psiquiátricos crônicos. Os benzodiazepínicos são responsáveis por cerca de 50% de toda a prescrição psicotrópicos. Atualmente um em cada 10 adultos recebem prescrições de benzodiazepínicos a cada ano, a maioria desta feita por clínicos gerais. Estima-se que cada clínico tenha em sua lista 50 pacientes dependentes de benzodiazepínicos, metade destes gostariam de parar o uso. No entanto, 30% pensam que o uso é estimulado pelos médicos. A mortalidade nos dependentes de benzodiazepínicos é 3 vezes maior que na população geral, no entanto, não se observa aumento significativo da mortalidade em pacientes dependentes de benzodiazepínicos quando comparados com pacientes com similar grau de morbidade

Um estudo inédito realizado pelos departamentos de Psicobiologia e de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com mulheres que usam medicamentos controlados para dormir revelou que a prática de meditação mindfulness (atenção plena) tem efeitos positivos no combate à insônia.

Participaram deste estudo 16 mulheres com histórico de uso prolongado de medicamentos para dormir. Metade do grupo realizou encontros semanais de ensinamentos de técnicas de meditação, enquanto a outra metade participou apenas de palestras e rodas de conversa sobre o uso de tranquilizantes.

Após dois meses, 75% das mulheres que fizeram técnicas de meditação conseguiram parar completamente o uso de medicação. As outras 25% reduziram o uso de remédios para 1/4 do que utilizavam ao início do estudo. Já no outro grupo que não utilizou a técnica de meditação, apenas 25% das mulheres deixaram de usar remédios para dormir.

“Todas as medidas de bem-estar, estresse, sono, qualidade de vida, ansiedade e satisfação sexual das mulheres do grupo de meditação se mantiveram estáveis, com uma tendência à melhora, mesmo passando pelo processo de retirada do medicamento, que geralmente leva a um aumento de sintomas negativos”, explica Víviam Vargas de Barros, psicóloga e pesquisadora do estudo.

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Referências:

1. http://www.fmb.unesp.br/Home/Departamentos/Neurologia,PsicologiaePsiquiatria/ViverBem/Consenso_benzodiazepinicos.pdf

2. http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&m=ler&cod=4d95dcfc

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