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“De filósofo, cozinheiro e louco todo mundo tem um pouco”. Opa! Acho que não era bem essa a expressão. Mas seja qual for a frase e suas variações, a coluna PhilosCozinhar é um pouco disso tudo junto misturado, temperado com ervas e especiarias da estação (ou não) e refogado de muitas divagações filosóficas entre o preparo de comidas simples ou gourmetizadas.

Para quem lembra de filosofia como aquela coisa do “Penso, Logo Existo” deixo aqui um trocadilho: “Como, logo existo”. Ou alguém consegue questionar a própria existência e pensar em algo profundo com a barriga roncando de fome?

PhilosCozinhar não terá tratados de filosofia clássica nem moderna, pois a (metida a) filósofa que aqui escreve não possui formação na área, e terá mais propensão a levar o leitor para uma viagem na maionese do que fornecer algum conhecimento erudito. Afinal, todos precisamos comer para viver. E por que não comer para nos sentirmos bem? Pode-se dizer que, pela lógica quem é saudável e se sente bem então é feliz! Será? Sei não… afinal ser feliz é muito subjetivo e influenciável por um zilhão de fatores que vão desde a percepção cultural de felicidade até por influências climáticas. Para mim, por exemplo, um dia ensolarado tem mais propensão de ser um dia feliz do que um dia cinzento, nublado, frio ou chuvoso. Assim como o clima, a comida pode influenciar os estados de “bom” ou “mau humor”, de acordo com pesquisas há determinados alimentos que podem alterar os estados de humor por meio de modulações hormonais da atividade neuronal. Quem não se sente feliz comendo algo delicioso? Ou preparado por um familiar querido? Frases clássicas como “o feijão da minha mãe é o melhor do mundo” são algumas das inspirações para as receitas que serão compartilhadas nesta coluna.

Minha formação tampouco é em gastronomia ou qualquer tipo de artes culinárias e não comecei a cozinhar desde cedo por vocação. Me descobri cada vez mais apaixonada por cozinhar quando passei por um longo período de introspecção por conta da minha eterna crise existencial, que se agravou enquanto estive escrevendo minha tese de doutorado, somada a morte de um grande amor e crises financeiras constantes. Tantas crises praticamente consecutivas culminaram em um estado depressivo e me levaram a emagrecer absurdamente em pouquíssimo tempo. Passei da minha média de 53kg (considerada abaixo do peso ideal conforme o IMC, pois meço 1,70m) para 47kg de pele e osso, mais osso do que tudo e não foi a primeira vez que emagreci tanto e tão rápido. Há quem coma mais e engorde muito quando passa por crises, situações traumáticas ou por stress etc., mas meu caso sempre foi o contrário. Nunca soube o que é estar acima do peso, na adolescência tinha complexo de magreza e usava o pijama por baixo da calça jeans para parecer “mais cheinha”. Me solidarizo com todas pessoas que fazem dieta e ficava muito magoada quando estava em dieta para engordar e gargalhavam na minha cara. Magra de ruim é só um dos apelidos carinhosos que tenho.

Ter um biótipo longilíneo atualmente deve ser o sonho de vida de muitas mulheres, mas não considero nem um pouco agradável emagrecer sem querer emagrecer, pois engordar cada quilograma perdido é demorado, difícil e até doloroso. Mas crises vem e vão para nos tornar mais sábios e aprender resiliência. No meu caso, a depressão me levou do fundo do poço e da total falta de vontade de viver, ou de comer, como disse uma vez meu irmão de “sorver a vida”, que a minha imagem pele e osso no espelho todo dia passou a ser um desafio para fugir da suspeita de anorexia estampada nos olhos dos outros. Porque depressão para muitos não é doença, devia ser outra coisa. Também não era para mim, por muito tempo, até que admiti e passei a pesquisar e ler muito sobre o assunto, fazer terapia, yoga, meditação e descobrir o amor por preparar minhas refeições e comer com prazer. Passei a pesquisar sobre alimentos e seus efeitos antidepressivos, a sentir prazer em cozinhar para os amigos e familiares, trocar receitas com eles e enquanto preparava ou compartilhava a refeição, gostava de filosofar um pouco sobre a vida.

PhilosCozinhar é um pouco do que eu tenho aprendido sobre mim mesma, sobre querer viver, ser saudável, sobre me sentir bem e ser feliz. Mas principalmente PhilosCozinhar é compartilhar as receitas aprendidas e inventadas ou adaptadas de programas, blogs e livros de culinária com vocês adicionadas de algumas doses de filosofia. Philos para os gregos, é um termo que dá significado para uma das facetas do Amor e PhilosCozinhar é uma das formas que encontrei de compartilhar meu amor pela vida e por toda humanidade com vocês, leitores.

Sejam bem-vindos e Bon Appétit!

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Saúde... Bem-estar... Qualidade de vida... Realização de um sonho... Felicidade... ...e quero INSPIRAÇÃO para chegar lá! 

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