A palavra hipozincemia assusta até mesmo ao ser ouvida, e suas consequências fazem jus ao termo. Na verdade, um dos maiores perigos da deficiência de zinco é o fato de ser pouco detectada, embora seja muito comum – de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), atinge mais de 17% da população mundial.

Mas apesar de parecer trivial, o consumo de zinco é essencial, especialmente para a transcrição de genes, proteção das membranas celulares e crescimento de células T. Ele também é essencial para gestantes, ajudando a prevenir o nascimento prematuro do bebê.

Incorporar esse mineral em nossas dietas é bastante simples, e pode ser feito sem a necessidade de suplementos caros vendidos em balcões de farmácia. De grão de bico a espinafre, existem dezenas de alimentos que contém boas quantidades de zinco, mas o destaque recai sobre a noz pecan, que em poucas unidades é capaz de suprir boa parte do que um adulto necessita diariamente.

Causas, sintomas e riscos

Alguns dos sinais mais comuns de hipozincemia incluem comprometimento do sistema imunológico (quando temos surtos constantes de alergias crônicas, por exemplo), diarréia, perda de cabelo, inflamações de pele e problemas relacionados à atenção.

Devido ao fato de o zinco ser importante para o crescimento das células T, a apoptose, promovida por elas, pode ser dificultada quando há deficiência do mineral. Esse processo, tão importante para nosso organismo, é responsável pelo “suicídio” de células cancerígenas ou infectadas por vírus e bactérias.

Mas o que pode causar hipozincemia? A queda dos níveis de zinco está relacionada a fatores que vão de estresse (que obriga o corpo a utilizar seu “estoque” para tentar reverter a situação), até gravidez (uma vez que gestante compartilha os nutrientes que ingere com o bebê), passando por excesso de exercícios e alcoolismo.

Uma vez recebido o diagnóstico positivo, é iniciado um tratamento à base de suplementos administrados por via oral ou intravenosa, para que o quadro possa ser revertido o mais breve possível. Além disso, se faz necessária uma mudança sensível na dieta do paciente.

Como a noz pecan pode ajudar

Uma das etapas mais importantes do tratamento, na verdade, é justamente a reeducação alimentar, cuja ideia central consiste em aumentar velocidade e eficácia da recuperação, além de diminuir drasticamente a possibilidade de reincidência.

Mas ao contrário do que muitas vezes acontece, essa mudança na alimentação não é cara e nem mesmo exige grande esforço. Na verdade, a solução pode estar em uma noz.

A noz pecan é um dos alimentos mais ricos em zinco encontrados no mercado nacional, e uma porção de aproximadamente 30 g. chega a conter mais de 1,2 mg do mineral, 10% de nossa demanda diária. Além disso, ela traz “embrulhados” outros benefícios.

Existem várias vantagens no uso da pecan neste caso, pois poucas nozes conseguem suprir com folga nossa carência. Outro fator de destaque é sua fácil incorporação em pratos, que vão de carnes e massas até sobremesas, sem que seja necessário consumi-la in natura.

Quanto consumir?

Uma pecan sem casca pesa em média 6 g., fazendo com que apenas cinco unidades já sejam suficientes para ajudar a complementar a alimentação de forma satisfatória. Mesmo assim, devido ao seu grande potencial nutritivo, órgãos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam um consumo de mais de 45 g diariamente.

Os benefícios das nozes, porém, vão muito além do zinco: elas contém grande quantidade de gorduras mono e poli insaturadas, essenciais para o controle do LDL, o “mau colesterol”, além de fibras, carboidratos e vários minerais. Apesar de o preço do quilo parecer alto, uma pequena porção já é o suficiente, fazendo com que o custo seja muito menor do que as opções na forma de suplementos, por exemplo.

E não tem desculpa para não começar a incorporar a noz pecan em sua dieta agora mesmo: apesar de ainda não ser muito difundida no Brasil, ela já pode ser encontrada em pequenas lojas de produtos naturais e até mesmo em grands redes de supermercados, além de ser super saborosa.

Fonte da imagem: TesaPhotography/Pixabay.

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