Nossa dieta é composta basicamente das partes mais bonitas e suculentas dos alimentos que encontramos no mercado e na feira. Isso porque boa parte dessas frutas, verduras e legumes acaba na lata de lixo, simplesmente porque não sabemos que podem ser comidas ou sua importância para nossa saúde.

Uma pesquisa recente do governo americano, por exemplo, descobriu que diariamente cada pessoa descarta em média 6 gramas de fibras, o que representa quase 25% do consumo diário recomendado pela OMS. Duas das fontes adicionais mais importantes de vitaminas, por exemplo, as cascas e as hastes de frutas e legumes, tem a lixeira como destino certo.

Mas não é necessária nenhuma aula de alta gastronomia para aprender quais partes de alimentos podemos poupar e como utilizá-las: apenas incorporando-as em nossas saladas ou molhos já temos a chance de descobrir o quão saborosas elas podem ser.

Abaixo separamos três dicas de partes de alimentos que normalmente não utilizamos, e como fazer para trazê-las para nosso cardápio diário.

 

Folhas e caules de brócolis e couve-flor

O brócolis e a couve-flor estão entre os alimentos mais ricos em nutrientes que existem: contém uma quantidade grande de beta carotenos, antioxidantes e folato – este último indispensável para nossa saúde, e que ajuda a controlar a hipertensão, além de estar associado à uma redução considerável do risco de desenvolver o mal de Alzheimer. O problema é que boa parte desses componentes estão no caule e nas folhas. Uma alternativa é adicionar essas parte em sopas e saladas.

 

Partes de frutas cítricas

Sabe aquela camada branca ao redor de frutas cítricas, como a laranja e a bergamota? Pois então, ela é riquíssima em herperidina, um fitonutriente que ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue, além de dar uma mãozinha para controlar a hipertensão e combater inflamações. A casca também é super saudável: ela contém pectina, usada para dar à geleia a consistência ideal, e que faz nos sentir “cheios”, nos prevenindo de comer em excesso. Se você acha essas partes muito amargas para comê-las in natura, tente secá-las e ralá-las sobre a comida, ou então confitar as frutas para comê-las na forma de doce.

 

As camadas mais externas da cebola

Elas são ricas em quercitina, um antioxidante que ajuda no controle da pressão sanguínea. Se você não quiser incorporá-las em suas saladas, guarde-as no congelador, e quando tiver uma boa quantidade estocada, use-as para fazer sua própria seleta de legumes ou para dar sabor à caldos e sopas.

 

Outro ponto importante de citar é que descartando menos, produzimos menos lixo. O impacto é positivo para sua saúde e para o meio ambiente.

 

Fonte da imagem: free/Pixabay.

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