O amor deve ser a mais apreciada de todas as coisas existentes. O amor, assim como os outros valores, não é algo visível, concreto, palpável; por sua própria natureza é abundante, jamais se exaure, sempre podemos amar mais e melhor.

O amor indica um norte em nossas vidas, ele funciona como uma orientação para nossos demais sentimentos põe ordem no nosso caos emocional. É através dele que conseguimos distinguir o que há de mais importante e o de menos importante. Outra de suas características otimistas assegura que o amor apesar de ser algo real em nossas vidas, é capaz de expressar-se de muitas formas. Desta maneira ele funciona como uma chama para todos nós, já que reacendemos nossas esperanças na sua pura luz; ele vai além das aparências estéticas e de ordem interior.

Segundo a Filosofia o amor jamais será o objeto, e sim a busca. O amor se relaciona à vida, formas de pensar valores além das aparências. O amor é um sentimento complexo que não é inato, não se nasce com a capacidade viva e total de amar. As pessoas não nascem prontas para amar. Isso é um processo que se aprende com coragem e repetição.

O que faz manter acesa a chama do amor entre casais?
Estudos realizados mostraram que a explosão de felicidade que ocorre com o casamento dura apenas cerca de dois anos, depois dos quais as pessoas voltam a seus antigos níveis de felicidade – ou infelicidade.

Amor excessivo e paixão têm vida mais curta e precisam evoluir em “amor de companheirismo, composto mais por uma afeição profunda, conexões e vínculos”, de acordo com Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia na Universidade de Califórnia em Riverside.

Em seu novo livro, “The Myths of Happiness” (“Os mitos da felicidade”), Lyubomirsky descreve uma enorme quantidade de ações e palavras, pesquisadas e testadas, que podem fazer maravilhas para manter o amor vivo.

Ela ressalta que a tendência natural do ser humano de se tornar “habituado” a circunstâncias positivas – se acostumar tanto com as coisas que nos fazem sentir bem que elas passam a não fazer mais – pode ser a sentença de morte para a felicidade matrimonial. Os psicólogos chamam isso de “adaptação hedônica”: as coisas que nos empolgam ou emocionam tendem a durar pouco.

Assim, uma das sugestões de Lyubomirsky é adotar medidas para evitar, ou ao menos desacelerar, a comodidade que pode levar ao tédio e à insatisfação matrimonial. Suas estratégias recomendadas incluem arrumar tempo para estar junto e conversar, realmente ouvindo um ao outro, e expressar admiração e afeição.

É também muito importante a mudança constante, que é inatamente estimulante e recompensadora além de “crucial se nós quisermos evitar a adaptação”, escreveu a psicóloga. Misture as coisas, seja espontâneo, mude o jeito como você faz as coisas com seu parceiro para manter seu relacionamento “fresco, significativo e positivo”.

Baseado no que ela sugere, comece perguntando a si mesmo pela manhã: “O que eu posso fazer hoje durante cinco minutos que vá deixar a vida do meu parceiro melhor?“. Os atos mais simples, como compartilhar um evento divertido, sorrir, ou ser brincalhão, podem aumentar a felicidade conjugal.

Então, o que você faz para manter acesa a chama do amor?

Aqui vai uma dica: Durante uma semana, empenhe-se em enxergar as coisas e o outro com um olhar amoroso. Quando estiver em pleno ato, observe as mudanças que ocorrem nos seus olhos, no seu rosto, no seu corpo, no seu coração/mente, no seu campo visual e na sua concentração. Ao fazer essa prática, percebemos que o nosso modo habitual de olhar para as
coisas não é amoroso. Ou é neutro ou é um tanto negativo e crítico.

Quando se vivencia ver o mundo com um olhar amoroso, muita gente relata uma mudança na forma de enxergar as pessoas. O foco, muitas vezes, fica mais claro, e as pessoas passam a reparar em pequenos detalhes, como se estivessem olhando com uma lente de aumento. Para outras, a sensação é oposta, de que a visão ficou mais suave ou um pouco embaçada. O campo visual pode mudar, tornando-se mais estreito ou mais amplo. O olhar amoroso parece suavizar o rosto todo e trazer um leve sorriso aos lábios. O coração/mente se abre, e os pensamentos críticos se dissipam.

Um olhar amoroso pode criar um universo amoroso! Viva o amor!

Lane Lucena
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Lane Lucena é apaixonada pela vida. Mãe da Maria Carolina, psicanalista clínica, pós-graduada em comportamento organizacional e gestão de pessoas, especializações em psicopedagogia clínica e psicologia e saúde mental. Idealizadora do Viva Sua Essência e do Psiqueanalise.com. Coach de vida e escrita. Criadora da “Coleção de Cadernos Terapêuticos EscrevArte – A arte de escrever” – que utiliza o recurso da escrita expressiva e intuitiva como ferramenta do autoconhecimento e escritora do atual livro: “O Poder do Permita-se“.

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